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Roteiro da semana

Exposições

Em cartaz

 

Por Jonas Lopes

15.10.2008

 

AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS. Em 1952, durante uma caminhada pelo Viaduto do Chá, o então diretor do Masp Pietro Maria Bardi deparou com um singular ambulante vendendo desenhos. Impres-sionou-se com sua incrível noção de perspectiva, embora não tivesse educação artística formal, e encomendou-lhe uma vista aérea do centro. Começava ali, de fato, a carreira do pintor Agostinho Batista de Freitas (1927-1997), um eletricista vindo de Campinas. A retrospectiva da Galeria Estação, em Pinheiros, reúne 66 telas do "Utrillo de São Paulo", como Bardi o apelidou, numa referência ao francês que tão bem captou Montmartre e outras regiões de Paris. Retratista nato da vida paulistana, Freitas pintou em detalhes coloridos e ingênuos os principais pontos da cidade, da Sé ao Museu do Ipiranga, com carinho especial para o Anhangabaú, onde foi descoberto. Ele não se limitou ao cenário urbano: um dos dois andares da galeria abriga seus registros de fazendas do interior. Galeria Estação. Rua Ferreira de Araújo, 625, Pinheiros, 3813-7253. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até 1º de novembro.

BEATRIZ MILHAZES. No auge da maturidade artística e da popularidade no exterior – em maio, a tela O Mágico foi arrematada por preço superior a 1 milhão de dólares na Sotheby's de Nova York –, a carioca chega à sua primeira individual num museu brasileiro. Beatriz abusa do colorido e das formas geométricas, sobretudo círculos, tanto nas pinturas quanto nas colagens, feitas com embalagens de doces e bombons. Suas acrílicas sobre tela transmitem alegria em beleza hipnótica e repleta de detalhes. Embora seja nas cores fortes (rosa, vermelho, amarelo) que a artista alcance o domínio plástico pleno, surpreendem as obras de tonalidades mais sombrias, como Senho-rita com Seus Bichinhos (1993) e O Céu de Londres (2003). No salão central do 5º andar, ela transformou os dez janelões em fabulosos vitrais, cujo efeito visual é potencializado pela luz do sol. Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, 3337-0185, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até 30 de novembro.

BRASIL BRASILEIRO. Um olhar sobre a diversidade nacional. Assim o curador Fábio Magalhães define a mostra em comemoração aos 200 anos do Banco do Brasil. Três andares do prédio do CCBB abrigam 174 pinturas de 69 nomes, em um trabalho de pesquisa que passou por 58 coleções, particulares e públicas. O futebol, o Carnaval, a natureza e o contraste entre os cenários urbano e rural são assuntos-chave da exposição, formada por obras dos pintores mais importantes do país. Não faltam retratos do Brasil imaginado por Di Cavalcanti, Portinari, Volpi, Tarsila do Amaral e Iberê Camargo. Estão lá também a visão dos artistas viajantes, caso do paisagista francês Taunay, e de imigrantes que aqui se instalaram para sempre, como Lasar Segall. Clássicos do nosso cancioneiro, de Dorival Caymmi e Cartola, por exemplo, têm as letras penduradas nas paredes e fazem a trilha sonora ambiente. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 4 de janeiro de 2009.

CARLOS ZILIO. Foi-se o tempo em que o pintor carioca se dedicava com afinco à militância política. Desde 1978, Zilio se concentra de forma quase exclusiva na pintura, com a reflexão sobre a arte e a confissão pessoal substituindo o engajamento. Na individual, os óleos com traços difusos e levemente desfocados, inspirados em Cézanne (1839-1906) e no ex-professor Iberê Camargo (1914-1994), abordam a proximidade da morte. End Game e In Arcadia Ego, ambos de 2008, alternam caveiras e melancólicos fundos cinza com turbilhões de vida – o fim contraposto à tentativa de sobreviver. Desenhos pequenos e objetos de madeira, silicone e aço também surgem na exposição, além da figura do tamanduá, presente em telas como essa. R$ 11 200,00 a R$ 60 800,00. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros, 3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Grátis. Até sexta (17).

COVER = REENCENAÇÃO + REPETIÇÃO. Recriação de obras polêmicas, de instalações e de happenings estão no cardápio da paralela que ocupa a Sala Paulo Figueiredo. Entre os artistas de diversos países que participam está a holandesa Barbara Visser. Ela apresenta o vídeo Leitura sobre Leitura com Atriz. Há oficinas na marquise e exibição de longas no auditório. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5085-1300. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis aos domingos. Até 21 de dezembro.

DAVID BATCHELOR E PAULO ALMEIDA. Escultor desde 1999, o escocês Batchelor exibe na individual Backlight três instalações de aço, caixas luminosas, acrílico e cabos elétricos. Suas peças brincam com a percepção ao refletir a luz na parede, tornando possível ver apenas a parte traseira delas. O paulistano Paulo Almeida complementa a mostra com seis telas que retratam as laterais da galeria. Ele também vai pintar o efeito provocado pelas obras de Batchelor, criando uma exposição sobre a exposição. Preço não informado. Galeria Leme. Rua Agostinho Cantu, 88, Butantã, 3814-8184. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Grátis. Até 8 de novembro.

ELISEU VISCONTI. Um dos principais pintores do país na virada do século XIX para o XX, Eliseu Visconti (1866-1944) na verdade nasceu em Salerno, na Itália, e veio cedo para o Brasil, onde se consagrou. A mostra Arte e Design traz uma vertente diferente de seu trabalho, mais conhecido pelas telas de inflexão impressionista. São 130 obras – 100 peças e trinta documentos – que explicam o desenvolvimento do design e da arte decorativa no Brasil. Há desde selos feitos para os Correios até papéis de parede, passando por cerâmica, o projeto do pano de boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e cartazes, um deles dedicado ao aviador Santos Dumont. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3324- 1000, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até 7 de dezembro.

A ERA DAS DIVERGÊNCIAS – ARTE E CULTURA VISUAL NO MÉXICO 1968-1997. Revisão crítica de um período que compreende três décadas, a coletiva com 150 obras aposta na variedade. Os nove módulos reúnem pinturas, fotografias, cartazes e instalações, com resultado um tanto heterodoxo, mas ainda assim eficiente. Como a mostra aborda anos de extrema turbulência política, não surpreende que algumas das peças resvalem no panfletarismo puro e simples. Outros trabalhos, porém, trocam a militância pela sátira, e seu efeito é mais consistente. É o caso da fotografia Voando Baixo, de Pablo Ortiz Monastério (de 1987), ou da seção dedicada a paródias com o ex-presidente Carlos Salinas. Além da mostra, o evento inclui um ciclo de filmes exibidos sempre aos sábados, às 10h30, no auditório (160 lugares). Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, 3337-0185, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até 16 de novembro.

FERNANDA GENTHON E LUIZ MARTINS. Aproximar a arte fotográfica da tecnologia é o que propõe Genthon em Colheita das Cores. Feitas com câmera digital, 25 imagens são alteradas em programas de computador e pretendem traduzir um dilema entre a tradição e a modernidade. Também no MuBE, Luiz Martins reúne trinta objetos na individual Transparência da Forma. Eles estão divididos entre dezoito esculturas de madeira e aço e doze desenhos feitos com extrato de nogueira, pigmentos naturais e nanquim sobre papel e algodão. MuBE. Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, 2594-2601. Terça a domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 2 de novembro.

HOWARD FOX. Muita gente visualiza Israel apenas como um território de conflitos religiosos e episódios violentos. A individual Do Céu para o Shouk tenta mudar esse estereótipo ao explorar com cuidado o mercado local, chamado de shouk. O pintor, que é canadense e mora em Tel-Aviv, usa as cores para radiografar um universo de sexualidade e muitas vezes de tédio, no qual coabitam o tradicional e o moderno, e que permite, apesar de tudo, a pluralidade de crenças. Vendedores árabes e personagens do Natal cristão, como o Papai Noel, surgem nas telas. Destoa do realismo da mostra o quadro Culto da Personalidade (2006), com uma fábrica que "produz" ovelhas de feições humanas, na melhor tradição surrealista. R$ 10 000,00 a R$ 30 000,00. A Hebraica. Rua Hungria, 1000, Jardim Paulistano, 3818-8800. Terça a domingo, 9h às 22h. Grátis. Até dia 28.

JOSÉ DE QUADROS. Difícil disfarçar a perturbação provocada por Jogos de Armar, um apanhado da ascensão e queda do domínio nazista (1932-1945), o chamado III Reich. A idéia surgiu quando José de Quadros, paulista de Barretos que vive na Alemanha há vinte anos, herdou uma coleção de jornais publicados pelo governo de Adolf Hitler. O artista, então, realizou uma série de desenhos em sépia sobrepostos nas reportagens – imagens de insetos, roedores e outros bichos, que remetem à trágica perseguição aos judeus. Uma metáfora simples, mas de poder simbólico inegável, próxima às narrativas igualmente desconcertantes de Franz Kafka (1883- 1924). Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111, Vila Mariana, 5574-7322, Metrô Santa Cruz. Terça a sábado, 14h às 19h; domingo e feriados, 14h às 18h. Grátis. Até 23 de novembro.

MARIA BONOMI. A mostra Gravura Pere-grina revisita a carreira da artista de origem italiana, nascida em 1935. Maria Bonomi vive no Brasil desde 1946, quando se fixou em São Paulo. Cento e cinqüenta trabalhos em retrospectiva na Pinacoteca perpassam cinco décadas de produção (1954 a 2008) dessa que é uma das principais gravadoras em atividade no país. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3324-1000, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até 7 de dezembro.

MICHELANGELO NO MUBE. Quem visitar a exposição deve ir preparado para não se frustrar. Afinal, só na Itália e no Vaticano é que se podem admirar de fato as obras-primas do mestre renascentista, como o Davi, a Pietà ou os magníficos afrescos da Capela Sistina. Das 38 peças, apenas dois belos desenhos saíram das mãos do artista. Trata-se de um estudo anatômico de 1504, medindo 40 por 28 centímetros, e de uma Madona com o Menino Jesus (54 por 40 centímentos) feita por volta de 1525. Ambos pertencem à Fundação Casa Buonarroti, de Florença, e pela primeira vez deixam a Itália. A maior parte da exposição reduz-se a réplicas de gesso produzidas em Florença com base nos moldes originais. Nove delas são cópias de criações do próprio Michelangelo, a exemplo do busto de Brutus. As outras dezessete esculturas representam maravilhas anteriores a Michelangelo (1475-1564), caso da Vênus de Milo e de trabalhos de seus contemporâneos (Jacopo della Quercia, Andrea Verrocchio) ou de nomes diretamente influenciados pelo gênio (Gian Lorenzo Bernini, Vincenzo Danti). Completam o passeio fotografias e uma montagem com trinta cubos iluminados contendo imagens de obras essenciais do homenageado. MuBE. Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, 2594-2601. Segunda a domingo, 10h às 19h. R$ 10,00. Grátis às segundas. Até 30 de novembro.

OLHAR E SER VISTO. Quarta e última parte do ciclo de mostras temáticas desenvolvidas a partir do acervo do Masp. São 95 quadros selecionados pelo curador Teixeira Coelho. A montagem é focada em retratos e auto-retratos de alguns dos maiores gênios da história da pintura, como Rembrandt, Goya, Van Gogh, Picasso, Cézanne, Velásquez, Renoir e Manet, pintor de Senhor Pertuiset, Caçador de Leões (1881). Essa e as outras três exposições da série – A Arte do Mito, A Natureza das Coisas e Virtude e Aparência (A Caminho do Moderno) – ficam expostas em conjunto por tempo indeterminado no 2º andar do museu. Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251-5644, Metrô Trianon-Masp. Terça, quarta e sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados.

PAISAGENS NEURONAIS. Ciência e arte têm mais em comum do que sonha a nossa vã filosofia. É o que tenta provar a exposição que homenageia o médico espanhol Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), considerado o pai da neurologia moderna. Desenhos, diagramas e fotografias do sistema nervoso, alguns deles feitos pelo próprio Ramón y Cajal, ganham observações de intelectuais. Assim, a imagem do cérebro embrionário do peixe-zebra vira, nas palavras do romancista Enrique Vila-Matas, "o domicílio das nossas maldades". Para o museólogo Jorge Wagensberg, o hipocampo de um camundongo se assemelha à "palheta de Marc Chagall". O barato para o espectador é observar os registros e encontrar neles uma impressão pessoal. Instituto Cervantes. Avenida Paulista, 2439, 3897-9609, Metrô Consolação. Segunda, 8h às 20h; terça a sexta, 8h às 21h; sábado, 9h às 15h. Grátis. Até 15 de novembro.

PATRÍCIA KAUFMANN. Poder, beleza e status. A simbologia da boneca Barbie manteve-se praticamente inalterada nos quase cinqüenta anos de produção do cultuado brinquedo. Patrícia Kaufmann, artista plástica nascida em 1962, tenta subverter o mito sem abandonar as características que o solidificaram. Acrílicas de tonalidade berrante mostram as silhuetas da boneca em cenas eróticas, ao passo que uma estante emula as célebres vitrines com prostitutas de Amsterdã. Ali encontramos Barbies seminuas ou com roupas sadomasoquistas, em poses sempre dominadoras e altivas. Além das trinta peças exibidas, há uma capa fictícia da revista Playboy, com a personagem nua. R$ 1 500,00 a R$ 12 000,00. Mônica Filgueiras Galeria de Arte. Rua Bela Cintra, 1533, Jardim Paulista, 3082- 5292. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Grátis. Até quinta (16).

PESSOAS MODERNAS. Parte do acervo do governo do estado, as 58 obras expostas se dividem entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras. Tarsila do Amaral (com a célebre Operários), Candido Portinari, Lasar Segall e Anita Malfatti são algumas das estrelas da mostra. O maior atrativo, no entanto, fica por conta da reprodução de textos e imagens da revista O Pirralho, publicação satírica criada e editada por Oswald de Andrade entre 1911 e 1917. Palácio dos Bandeirantes. Avenida Mo-rumbi, 4500, Portão 2, Morumbi, 2193- 8282. Terça a sexta, 10h às 17h; sábado, domingo e feriados, 11h às 16h. Grátis. Até 28 de fevereiro de 2009.

REGINA SILVEIRA. Insetos que simbolizam as antigas pragas bíblicas irrompem nas treze obras de Mundus Admirabilis e Outras Pragas. A artista gaúcha transpõe os bichos para o cotidiano contemporâneo em adesivos, porcelanas, suportes audiovisuais e objetos de madeira e metal. Cada vez mais requisitada no exterior, Regina participa ainda em 2008 de uma exposição coletiva na Alemanha. R$ 20 000,00 a R$ 100 000,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, 3842-0635. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até 8 de novembro.

SAMSON FLEXOR. Reconhecido pelo racionalismo de sua fase geométrica, o romeno Samson Flexor (1907-1971) causou certa surpresa quando, já no fim da vida, se voltou para uma produção lírica e informal. Mas as aparentes contradições desse judeu convertido ao catolicismo, naturalizado francês e depois brasileiro na verdade revelam marcas de um grande criador – daqueles que não se encaixam em um único grupo ou estilo. Fundador do ateliê paulistano Abstração, em 1951, Samson Flexor também viveu entre idas e vindas com o gênero figurativo. Os trabalhos em aquarela exibidos agora apresentam um artista livre de amarras. Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, 3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. Até domingo (19).

TESOUROS DA TERRA SANTA – DO REI DAVID AO CRISTIANISMO. Raridades como o ossuário de Caifás, urna de pedra onde teriam sido depositados os restos mortais do sumo-sacerdote judeu responsável pelo julgamento de Jesus, e a inscrição de Pôncio Pilatos, laje com o nome do governador romano que levou Cristo à cruz, estão entre os 150 objetos trazidos do Museu de Israel, em Jerusalém. Dividida em três partes, a exposição começa no ano 1000 a.C., com o reinado de Davi. Em seguida, são apresentados o período do Segundo Templo e o do início do cristianismo, focalizando-se o estilo de vida na época. Mesmo com problemas na montagem, como as muitas subdivisões que tornam o espaço expositivo bastante apertado, a mostra traz boas surpresas. Entre elas a reconstituição do período bizantino. Parte final da exposição que mostra as semelhanças entre o judaísmo e o cristianismo naquela época, lá está uma ótima reconstrução de uma igreja feita com peças encontradas em quinze locais. Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251- 5644, Metrô Trianon-Masp. Terça, quarta e sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Até dia 26.

300% SPANISH DESIGN. Depois de passar por Portugal, Grécia, China e, no Brasil, por Fortaleza, a mostra chega a São Paulo para provar que o conceito de design pode ser bastante flexível. Das 300 peças expostas – 100 cadeiras, 100 cartazes e 100 luminárias –, fica difícil encontrar uma fórmula única e definitiva para adjetivos como beleza e funcionalidade. Há desde lustres imitando a forma de uma aranha até poltronas tão tradicionais que poderiam estar em uma casa comum. Gaudí, com uma cadeira de 1902 e outra de 1906, Picasso, Miró e Dalí são as estrelas da coletiva, que ocupa o térreo, o 3º e o 4º andares do Sesc Avenida Paulista. Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 13h às 21h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. Grátis. Até 11 de janeiro de 2009.

WALTER SMETAK. "Um misto de cientista louco e Papai Noel de província." Assim Gilberto Gil classificou o professor e compositor Walter Smetak (1913-1984), suíço cuja carreira se deu quase toda no Brasil, sobretudo em Salvador. Cultuado por todo o grupo tropicalista – teve um disco produzido por Caetano Veloso em 1975 –, a excêntrica figura tem a chance de ter sua obra revisitada pelo grande público. Noventa instrumentos/esculturas criados por ele estão em Smetak Imprevisto. Alguns são, no mínimo, inusitados. Há, por exemplo, um violão eólico, ou seja, com o som "tocado" pelo vento. O espectador também entra em contato com a trajetória e a personalidade de "Tak, Tak" (como Gil o apelidou) por meio de dois documentários, um de Hermano Penna e outro de Walter Lima Jr., além de uma animação em 8 milímetros feita pelo próprio Smetak. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5085-1300. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis aos domingos. Até 21 de dezembro.


 
 
 
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