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A OPINIÃO DO LEITOR

O desafio dos 30 reais

 

10.09.2008

 

O que leva uma pessoa a declarar que tem 1 200 biquínis ("O barato dos 30 reais")? Seriam necessários três anos, três meses e quinze dias para usá-los todos. Faça chuva ou faça sol.
Johnny Savalla

"Todos os desafiados por Veja São Paulo executaram sua missão com louvor. Mostraram que com educação, formação e cultura é possível ter o ótimo por um preço bom."
Anita Kaufmann

 

Transplantes

Queremos parabenizar a revista Veja São Paulo pela sensibilidade com que abordou o tema transplante de órgãos, na reportagem "Onde há morte, eles vêem vida" (3 de setembro). O título traduz fielmente o trabalho diário dos profissionais que atuam em um momento extremamente delicado para as famílias que perdem seus entes queridos, mas crucial para os pacientes que aguardam ansiosamente, na expectativa de um sopro de esperança. Sentimo-nos honrados de ter participado do sucesso da cirurgia do senhor Maurício Masferrer. Afinal, ele recebeu parte de um fígado graças à utilização de uma técnica extremamente delicada, aplicada em poucos centros do Brasil, como o Hospital Sírio-Libanês. Com essa técnica, o mesmo fígado pôde ser dividido por nossa equipe, beneficiando dois pacientes. A outra parte do órgão foi transplantada em uma criança de 7 meses de idade, no mesmo dia, em cirurgia realizada no Sírio-Libanês. Desde agosto de 2005, tivemos a satisfação de realizar transplantes em 61 crianças carentes, sem nenhum ônus para o SUS. Nosso trabalho, no entanto, seria em vão, não fosse a sensibilidade de doadores e familiares, que vêem em reportagens como essa um estímulo para praticar um ato de extrema bondade em prol de outro ser humano.
Paulo Chapchap
Superintendente de estratégia corporativa do Hospital Sírio-Libanês

Perdi um filho com 5 anos de idade em setembro de 2000, em uma tentativa de assalto na Marginal Pinheiros. Mesmo com minha dor, doamos seus órgãos para dar vida e alegria a várias famílias. Parabenizo todos os profissionais, pois acompanhei cada segundo da doação, da conversa, da parte burocrática, dos exames...
Maria Heloisa Lobo Vianna Porto

Um dia todos terão consciência da importância de ser doador e salvar vidas.
José Maurício Eugênio

Considero o ato de doação de órgãos uma virtude, ainda mais em um mundo no qual existe tanto egoísmo. Em minha opinião, há falta de divulgação, propaganda, apelo, solicitações nos quadros de avisos em hospitais, campanhas nos meios de comunicação... Tenho fé em que Deus toque todos os humanos para que eles concedam a ajuda na cura de doenças ou a chance de sobrevivência com mais saúde àqueles que já perderam a esperança.
Alba Regina Ptaginski

 

Ivan Angelo

Finalmente alguém fala que Cecilia é um nome suave, eufônico e nostálgico ("Sobre nomes", 3 de setembro). Eu me orgulho muito. Era para eu ter dezessete nomes. Mas, no cartório, disseram para o meu pai que no Brasil só o rei poderia ter mais de dez nomes. Meu pai, recém-chegado da Hungria, acreditou, mas disse que por minha mãe ser a duquesa de Wolinski precisaria colocar mais alguns nomes. Ficou assim: Cecilia Dominica Sonia Sofia Emöke de Wolinski-Miklós Nicolay Nicolayievich. Ao me casar, cortei alguns e acrescentei o Dale.
Cecilia Dale

A questão do sentido dos nomes suscitada por Ivan Angelo é curiosa e interessante. Que o diga o chinês batizado de @ (isso mesmo, arroba) e outras preciosidades do tipo Cheio Quispir (referência ao dramaturgo e poeta inglês Shakespeare) e Izuperiu Joaquim Pereira (em relação ao autor de O Pequeno Príncipe, Saint-Exupéry).
Guilherme Teno Castilho Missali

Depois da crônica, passei a olhar o meu nome com mais carinho.
Celso Santos

Faço estágio em direito. No atendimento à população carente, quase nunca deparo com nomes simples e bonitos. Temos Asclepíades, Jenniffer, Gracequelly, Magaiver, Christhiany, Barrimanilow e outros do mesmo naipe. O pior é que são pessoas que nem sabem pronunciar o nome corretamente. Felizes são a Maria, o José, o Antônio e outros donos de nomes simples e marcantes.
Nádia Segatto

Esses nomes esquisitos demonstram, além da vontade de pessoas de homenagear seus "ídolos", a falta que uma boa educação faz.
Vera Oliveira

Sou fisioterapeuta e recordei-me de uma história contada por uma paciente. Ela perguntou o nome da filha de sua empregada, que respondeu: "Madinusa". Minha paciente estranhou: "De onde você tirou esse nome?". A resposta: "Sabe aquela blusa da senhora que eu acho muito bonita? Então, antes de a menina nascer eu fui guardar a blusa e vi esse nome na etiqueta. Como a blusa é maravilhosa, resolvi colocar na minha filha". Sabe o que estava escrito na blusa? "Made in USA."
Priscila Cezar de Andrade

Sabe aquela música dos anos 70 "She’s a lady, ôu, ôu, ôu, She’s a lady"? Um sujeito que prestava serviços ao meu pai batizou a primeira filha de Chisileide. Veio a segunda filha: Chisilaine. Quando a mulher dele engravidou de novo, minha mãe perguntou se o garoto iria se chamar Chisiburguer. Nossa, o cara ficou bravo...
Lúcia Helena Martini

Fiquei contentíssima em saber que há pessoas que dão valor ao nome dos outros. Sou fã de nomes fortes e ao mesmo tempo simples (comparando-se aos atuais), como Arnaldo, Raquel, Luiza. Sonoros e significativos! Sou xenofóbica quando o assunto são nomes: minha mãe é professora do pré-escolar e a turminha dela está cheia de Brians, Dayses e Hilaries. Haja boa pronúncia para ler esses nomes. O mais cabuloso que já ouvi foi (prepare-se): Lenicrevis!
Viviani Porcé

Inacreditável ter visto na última Vejinha uma crônica com críticas a vários nomes, entre eles o meu, Paola. Será que devemos seguir fielmente a pronúncia de outros países, não tendo a liberdade de pronunciar nomes da nossa maneira e segundo a nossa vontade? Será que a livre escolha do nome não permite também a livre pronúncia? Será que até mesmo nesta escolha marcante no início da vida de um ser humano devemos nos pautar por regras? Paola, por favor, é com o, e não u. Senão, seria Paula!
Paola Soares Rossin

Quando soldados americanos estiveram acantonados em Natal, no Rio Grande do Norte, no final da II Guerra, deixaram por lá muitas marcas e descendentes loirinhos. O "forró" é uma dessas marcas e efetivamente decorre do "for all" (para todos). Diz a lenda que, quando os americanos promoviam internamente suas festas, o faziam permitindo apenas a entrada de seus iguais. Mas, quando a festa era aberta ao público, era "for all". O "forrobodó" tem origem em outra expressão inglesa, igualmente ligada aos americanos e suas festas. Quando queriam fazer um evento maior, aberto indistintamente a todos os moradores, colocavam na entrada do local a placa "for everybody", que, em tradução livre, poderia ser "para todo mundo, entra quem quer". Então, do "for everybody" nasceu o nosso "forrobodó".
Antonio Picolomini

 

Funeral home

Antes de tomar conhecimento da reportagem "Luxo até o fim" (3 de setembro), evitei qualquer tipo de preconceito com relação à utilização do imóvel da Rua São Carlos do Pinhal, 376. A questão principal não é exatamente o uso do imóvel – a maioria dos moradores dos prédios vizinhos considera-se extremamente prejudicada com essa atividade –, mas as conseqüências e o seu impacto na vizinhança. Preocupa-nos o transtorno causado pela movimentação de veículos, considerando que a via já não comporta o trânsito atual, principalmente no fim da tarde, quando diversos ônibus fretados congestionam a rua.
Alvamar Benedetto


 
 
 
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