Por que quero voltar a ser prefeita
Fernando Moraes
Honda Accord do empresário José Carlos Severo, equipado com faróis de gás xênon: "Consigo enxergar a uma distância duas vezes maior"
Economia e maior luminosidade são os atrativos do gás xênon. Uma lâmpada desse tipo dura três vezes mais que a comum e garante um campo de visão bastante ampliado. "A gente nota a diferença nas estradas", diz o empresário José Carlos Severo, proprietário de um Honda e de um BMW equipados com o acessório. "Em comparação com o sistema convencional, consigo enxergar a uma distância duas vezes maior e nem mesmo a neblina atrapalha." De acordo com as regras do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o produto é legal – desde que a lâmpada seja realmente branca. Para tanto, a temperatura de cor não pode passar de 7 000 graus Kelvin. "Se essa marca for ultrapassada, já se terá um tom azulado", afirma o gerente de produtos e marketing da Philips, Ivan Lelis. Enquanto a luz convencional funciona com um filamento de tungstênio, que fica incandescente com a passagem de corrente elétrica, a moderna vem com um pequeno reator para produzir uma faísca e inflamar o gás xênon.
O motorista que já teve a visão ofuscada por um farol de gás xênon provavelmente deparou com uma lâmpada de tonalidade azul. É a temperatura acima da especificada, capaz de cegar momentaneamente os outros condutores. Mesmo que a temperatura esteja correta, porém, o problema pode ocorrer. Se a instalação não for bem-feita, o feixe de luz atingirá em cheio o pára-brisa do veículo que vem em sentido contrário. "Para que isso não aconteça, tanto a lâmpada quanto a instalação têm de ser adequadas", explica Lelis. "Senão, até as luzes comuns atrapalham os demais motoristas."