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Veja São Paulo Recomenda

 

21.05.2008

 

Dança

 

Monika Rittershaus

Waterwall

Os bailarinos sob a torrente: 16.000 litros de água no Credicard Hall

Waterwall. A companhia italiana Materiali Resistenti Dance Factory, de Turim, faz sua primeira visita à cidade. Exibe Waterwall, espetáculo criado em 1999 que já passou por Estados Unidos, Israel, Canadá e China, entre outros países. Trata-se de uma fascinante combinação de dança contemporânea e acrobacias na qual quinze bailarinos incrementam suas performances sob uma torrente de 16 000 litros de água – despejados no palco do Credicard Hall a partir de quarta (21). Fundador do grupo, o coreógrafo Ivan Manzoni consegue produzir um efeito hipnótico com o auxílio de pulsantes batidas eletrônicas da trilha composta por Domenico Mezzatesta. Luzes feéricas de variadas cores marcam o ritmo frenético dos movimentos. Debaixo d’água, pendurados, com remos ou em pranchas de surfe, os ágeis bailarinos ainda conseguem demonstrar certa leveza em cena.

>>Assista ao vídeo

Credicard Hall (2.000 lugares). Avenida das Nações Unidas, 17955, Santo Amaro, 6846-6010. Quarta e quinta, 21h30; sexta, 22h; sábado, 17h e 22h; domingo, 16h e 21h. R$ 60,00 a R$ 140,00 (qua. e qui.); R$ 80,00 a R$ 160,00 (sex. a dom.). Bilheteria: 12h/20h (seg. e ter.); a partir das 12h (qua. a sex.); a partir das 9h (sáb. e dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Fnac, FP, TM. Estac. (R$ 20,00). Até dia 30. Estréia prometida para quarta (21). (90min). 14 anos.

  

Concerto

 

Divulgação

O maestro Daniel Barenboim: três exibições na Sala São Paulo

O maestro Daniel Barenboim: três exibições na Sala São Paulo

Daniel Barenboim e Orquestra Staatskapelle de Berlim. Desde 1992, o argentino naturalizado israelense Daniel Barenboim dirige a Ópera Estatal de Berlim, uma das mais antigas e importantes casas do gênero do mundo. Pianista consagrado e um dos grandes regentes da atualidade, o maestro conduz a Staatskapelle na Sala São Paulo. A apresentação de Barenboim com a orquestra da ópera alemã, da qual também é diretor, promete ser uma das grandes sensações eruditas do ano. Há programas distintos para as três noites, entre domingo (25) e o dia 27. No primeiro concerto foi incluída a abertura de Os Mestres Cantores de Nuremberg, além do prelúdio e Liebestod de Tristão e Isolda, de Wagner – que Barenboim considera um homem execrável por seu anti-semitismo, mas um gênio da música. Em seguida, será executada a Sinfonia Nº 7, de Bruckner. As duas sinfonias seguintes desse compositor austríaco, por sinal um devoto de Wagner, estão previstas para as récitas dos dias 26 e 27, assim como peças de Schoenberg.

Sala São Paulo (1.484 lugares). Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz, 3223-3966, Metrô Luz. Domingo (25), 19h. R$ 90,00 a R$ 260,00. Estac. (R$ 8,00). Ingressos à venda apenas no Teatro Cultura Artística – Rua Nestor Pestana, 196, centro. Bilheteria: 12h/19h (seg. a sáb.); 17h/19h (dom.). Cc.: todos. Cd.: R e V. Televendas, 3258-3344. Há outras récitas agendadas para os dias 26 e 27.

   

Exposição

Divulgação

Xilogravura com o Monte Fuji ao fundo: estilo ukiyo-e

Xilogravura com o Monte Fuji ao fundo: estilo ukiyo-e

Utagawa Hiroshige. Um dos símbolos espirituais do Japão, o Monte Fuji, na Ilha de Honshu, aparece nas 36 gravuras do pintor e gravador japonês Utagawa Hiroshige (1797-1858). Expostas até domingo (25) na Pinacoteca do Estado, as obras foram todas tiradas de matrizes de madeira e pintadas com tinta à base de água. A delicadeza dos traços, a vibração das cores e seus dégradés enchem os olhos. Assinado pelo último grande mestre de ukiyo-e, o conjunto faz jus ao nome da técnica, cuja tradução para o português significa algo como "a vida que passa". As xilogravuras dividem-se pelas quatro estações do ano, muito marcadas no país oriental. Entre cenas cobertas de neve ou carregadas de flores, observam-se gueixas, pescadores e comerciantes. Por meio deles, vislumbramos o cotidiano no Japão do período Edo (1603-1867).

>>galeria de imagens

Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3324-1000, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até domingo (25).

   

Teatro

Flavio Tolezani

Amargo Siciliano

Tony Giusti e Patrícia Pichamone: a decepção do reencontro

Amargo Siciliano. Em intensa produtividade, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo estréia o terceiro projeto em três meses. Depois de A Moratória e Retratos Falantes, a transposição de um conto e de duas peças do italiano Luigi Pirandello (1867-1936) coloca o grupo Tapa diante de um lirismo ausente nas montagens anteriores. Bom encenador, Tolentino contrasta passado e presente com diferentes linguagens na comédia em cartaz no Viga Espaço Cênico. De extrema delicadeza e apuro estético, o ótimo Limões da Sicília esmiúça a decepção de um homem (Tony Giusti, em grande atuação) ao reencontrar a amada (Patrícia Pichamone). Andorinho e Andorinha, baseada no conto homônimo e a menos forte do conjunto, reconstitui formalmente a vida de um casal. Mesmo que não se aproxime do quadro inicial, O Dever do Médico, ainda assim, chacoalha o espectador ao discutir ética.

>>assista ao vídeo

Viga Espaço Cênico (74 lugares). Rua Capote Valente, 1323, Pinheiros, 3801-1843, Metrô Sumaré. R$ 20,00 (qui., sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). A bilheteria abre uma hora antes. Até 29 de junho. (90min). 14 anos. Estreou em 10/5/2008.
 
 
 
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