Júri de especialistas elege, entre as 120 salas de São Paulo, as campeãs em conforto, serviços e programação
Dança
Monika Rittershaus
Os bailarinos sob a torrente: 16.000 litros de água no Credicard Hall
Waterwall. A companhia italiana Materiali Resistenti Dance Factory, de Turim, faz sua primeira visita à cidade. Exibe Waterwall, espetáculo criado em 1999 que já passou por Estados Unidos, Israel, Canadá e China, entre outros países. Trata-se de uma fascinante combinação de dança contemporânea e acrobacias na qual quinze bailarinos incrementam suas performances sob uma torrente de 16 000 litros de água – despejados no palco do Credicard Hall a partir de quarta (21). Fundador do grupo, o coreógrafo Ivan Manzoni consegue produzir um efeito hipnótico com o auxílio de pulsantes batidas eletrônicas da trilha composta por Domenico Mezzatesta. Luzes feéricas de variadas cores marcam o ritmo frenético dos movimentos. Debaixo d’água, pendurados, com remos ou em pranchas de surfe, os ágeis bailarinos ainda conseguem demonstrar certa leveza em cena.
Credicard Hall (2.000 lugares). Avenida das Nações Unidas, 17955, Santo Amaro,
6846-6010.
Quarta e quinta, 21h30; sexta, 22h; sábado, 17h e 22h; domingo, 16h e 21h. R$ 60,00 a R$ 140,00 (qua. e qui.); R$ 80,00 a R$ 160,00 (sex. a dom.). Bilheteria: 12h/20h (seg. e ter.); a partir das 12h (qua. a sex.); a partir das 9h (sáb. e dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Fnac, FP, TM. Estac. (R$ 20,00). Até dia 30. Estréia prometida para quarta (21). (90min). 14 anos.
Concerto
Divulgação
O maestro Daniel Barenboim: três exibições na Sala São Paulo
Daniel Barenboim e Orquestra Staatskapelle de Berlim. Desde 1992, o argentino naturalizado israelense Daniel Barenboim dirige a Ópera Estatal de Berlim, uma das mais antigas e importantes casas do gênero do mundo. Pianista consagrado e um dos grandes regentes da atualidade, o maestro conduz a Staatskapelle na Sala São Paulo. A apresentação de Barenboim com a orquestra da ópera alemã, da qual também é diretor, promete ser uma das grandes sensações eruditas do ano. Há programas distintos para as três noites, entre domingo (25) e o dia 27. No primeiro concerto foi incluída a abertura de Os Mestres Cantores de Nuremberg, além do prelúdio e Liebestod de Tristão e Isolda, de Wagner – que Barenboim considera um homem execrável por seu anti-semitismo, mas um gênio da música. Em seguida, será executada a Sinfonia Nº 7, de Bruckner. As duas sinfonias seguintes desse compositor austríaco, por sinal um devoto de Wagner, estão previstas para as récitas dos dias 26 e 27, assim como peças de Schoenberg.
Sala São Paulo (1.484 lugares). Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz,
3223-3966, Metrô Luz. Domingo (25), 19h. R$ 90,00 a R$ 260,00. Estac. (R$ 8,00). Ingressos à venda apenas no Teatro Cultura Artística – Rua Nestor Pestana, 196, centro. Bilheteria: 12h/19h (seg. a sáb.); 17h/19h (dom.). Cc.: todos. Cd.: R e V. Televendas,
3258-3344. Há outras récitas agendadas para os dias 26 e 27.
Exposição
Divulgação
Xilogravura com o Monte Fuji ao fundo: estilo ukiyo-e
Utagawa Hiroshige. Um dos símbolos espirituais do Japão, o Monte Fuji, na Ilha de Honshu, aparece nas 36 gravuras do pintor e gravador japonês Utagawa Hiroshige (1797-1858). Expostas até domingo (25) na Pinacoteca do Estado, as obras foram todas tiradas de matrizes de madeira e pintadas com tinta à base de água. A delicadeza dos traços, a vibração das cores e seus dégradés enchem os olhos. Assinado pelo último grande mestre de ukiyo-e, o conjunto faz jus ao nome da técnica, cuja tradução para o português significa algo como "a vida que passa". As xilogravuras dividem-se pelas quatro estações do ano, muito marcadas no país oriental. Entre cenas cobertas de neve ou carregadas de flores, observam-se gueixas, pescadores e comerciantes. Por meio deles, vislumbramos o cotidiano no Japão do período Edo (1603-1867).
Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2,
3324-1000, Metrô Luz.
Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até domingo (25).
Teatro
Flavio Tolezani
Tony Giusti e Patrícia Pichamone: a decepção do reencontro
Amargo Siciliano. Em intensa produtividade, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo estréia o terceiro projeto em três meses. Depois de A Moratória e Retratos Falantes, a transposição de um conto e de duas peças do italiano Luigi Pirandello (1867-1936) coloca o grupo Tapa diante de um lirismo ausente nas montagens anteriores. Bom encenador, Tolentino contrasta passado e presente com diferentes linguagens na comédia em cartaz no Viga Espaço Cênico. De extrema delicadeza e apuro estético, o ótimo Limões da Sicília esmiúça a decepção de um homem (Tony Giusti, em grande atuação) ao reencontrar a amada (Patrícia Pichamone). Andorinho e Andorinha, baseada no conto homônimo e a menos forte do conjunto, reconstitui formalmente a vida de um casal. Mesmo que não se aproxime do quadro inicial, O Dever do Médico, ainda assim, chacoalha o espectador ao discutir ética.
Viga Espaço Cênico (74 lugares). Rua Capote Valente, 1323, Pinheiros,