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Terraço paulistano

 

Por Alvaro Leme

07.05.2008

 

Almanaque sobre a jovem Coréia

Mario Rodrigues

Yoo Na Kim: "Espero que todos queiram visitar meu país depois de ler o livro"

Yoo Na Kim: "Espero que todos queiram visitar meu país depois de ler o livro"

Você sabe algo sobre a colônia coreana em São Paulo? Quem disse "não" está na mira da jornalista Yoo Na Kim, 26 anos, essa simpatia da foto abaixo. Nascida em Seul, radicada no Brasil há duas décadas, ela entrevistou mais de cinqüenta conterrâneos e escarafunchou documentos para escrever A Jovem Coréia, seu primeiro livro. Cheio de belas fotos e dados interessantes, é um almanaque que relata o início da imigração coreana no Brasil – há exatos 45 anos –, além de trazer receitas típicas, pontos turísticos e outros atrativos da terra natal da autora. "Espero que todos queiram visitar meu país depois de ler", diz a moça, que autografa exemplares na terça (6), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

 

Da Sala São Paulo para a Europa

Mario Rodrigues

Neschling: concerto de réveillon para o canal Arte

Neschling: concerto de réveillon para o canal Arte

O mês de maio acaba de começar, mas entre os músicos da Osesp já se fala em réveillon. Motivo: a orquestra foi convidada para estrelar um concerto de fim de ano do cultuado canal franco-alemão Arte. Se tudo correr como espera o maestro John Neschling, uma apresentação ao vivo na noite de 31 de dezembro será transmitida para quase toda a Europa. "Acertaremos os detalhes nesta semana", afirma ele, que se reunirá com executivos da emissora em Lugano, na Suíça. No repertório, Villa-Lobos, Francisco Mignone e outros compositores nacionais consagrados – um documentário sobre a orquestra também está previsto. "Será uma chance de internacionalizar o Brasil sem recorrer a estereótipos como o Carnaval."

 

Elas são a cara da mamãe (ou não)

Luciano Trevisan

Ana Paula com Tammy, Anna e Ariela (da esq. para a dir.): filhas crescidas

Ana Paula com Tammy, Anna e Ariela (da esq. para a dir.): filhas crescidas

Sim, Ana Paula Arosio está entre as atrizes mais talentosas de sua geração. Nem isso, porém, torna fácil acreditar que ela pudesse – na flor de seus 32 anos – ter três filhas assim, crescidinhas, como as iniciantes Tammy Di Calafiori, 19 anos, Anna Sophia Folch, 22, e Ariela Massotti, 23. A prova dos noves vai rolar em Ciranda de Pedra, trama das 6 que estréia na Rede Globo na segunda. "Laura começou cedo", diz Ana sobre sua personagem, antes de uma risadinha marota. A prole fictícia tem lá seu charme, é verdade. Mas ainda vai demorar a roubar a cena da mamãe. Só deu Ana Paula na festa de lançamento, no último dia 27, no Leopolldo Itaim. Linda e simpática como de costume, dominou os flashes num tomara-que-caia de franjas. "Pretinho básico sempre dá certo", diz. Bem, quase sempre. As botas de cano altíssimo que ela usava renderam críticas – houve quem as chamasse, à boca miúda, de "botuxas", referência ao calçado que Xuxa imortalizou em seu programa na década de 80.

 

Namoradas, sim, mas só no palco

Mario Rodrigues

Luciana e Zeza: musas das meninas

Luciana e Zeza: musas das meninas

Depois de ver um ícone como a cantora Ana Carolina jurar de pés juntos que quer um homem para chamar de seu, suas admiradoras paulistanas já escolheram outras musas. São as atrizes Luciana Caruso, 26 anos, e Zeza Mota, 39, que interpretam um casal de namoradas na comédia romântica Flores Brancas, no Teatro Crowne Plaza. As sessões ficam lotadas de moças, curiosas com as cenas mais apimentadas. Claro, rola uma fila para cumprimentá-las no camarim. "Recebemos flores, presentes e bilhetes fofos", conta Luciana. Para as fãs que cultivam esperanças, cabe avisar: a paixão das duas restringe-se ao palco. "Sou casada", afirma Zeza. "E eu tenho um relacionamento", diz sua parceira de peça. "Com homem!", emendam, em coro.

 

"Fui roubado"

Heudes Regis

Lopes: ele jogou o vinho no ventilador

Lopes: ele jogou o vinho no ventilador

Não faltam sobrenomes poderosos como Marinho e Ermírio de Moraes no rol de antigos clientes do empresário Elídio Lopes, dono da importadora de vinhos Terroir. Essa turma e mais um mailing gordo – 240 000 pessoas, diz ele – receberam na semana passada uma carta de conteúdo um tanto violento. No texto, Lopes acusava seus concorrentes de corrupção e conduta desonesta nos negócios.

Veja São PauloSua carta menciona corrupção em restaurantes. A que exatamente o senhor se referia?
Lopes – Há importadoras que compram funcionários de restaurantes com dinheiro, viagens e outros benefícios para impor seus vinhos ao cliente. Todo o mercado sabe, mas não comenta. Concluí que o público precisava saber disso.

Veja São PauloQue importadoras utilizam esse recurso?
Lopes – Prefiro não apontar nomes. O que posso dizer é que as únicas que não fazem isso são a Terroir e a Enoteca Fasano.

Veja São PauloNa carta, o senhor afirma que concorrentes tomaram marcas de sua linha "de maneira vulgar". Pode ser um pouco mais claro?
Lopes – O Ciro Lilla (da importadora Mistral) me roubou o chileno Errazuriz, meu campeão de vendas. Das 200 000 garrafas que vendo por ano, 40 000 eram dessa marca. O Celso La Pastina (da La Pastina, dono da World Wine) me tomou o champanhe Billecart-Salmon e o vinho Château de Beaucastel.

Veja São PauloMas é comum no mercado que os produtores troquem de importadora, não?
Lopes – Que nada! Fui roubado na mão grande. Os caras têm inveja de mim porque minha empresa é pequena, mas está sempre na mídia. Não se conformam que eu, filho de nordestino, que começou de baixo, apareça mais que eles.

Procurados por Veja São Paulo, Ciro Lilla e Celso La Pastina afirmaram que nunca "compraram" funcionários de restaurantes e que só fecharam negócio com os produtores mencionados por Lopes depois que os vinhos já tinham saído de sua linha. "Por que os grandes importadores se incomodariam em prejudicar uma empresa que nem sequer está entre as maiores do mercado?", diz Lilla. "Estou há sessenta anos nesse negócio e nunca roubei marcas de concorrentes", afirma La Pastina.

Colaborou Giovana Romani


 
 
 
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