Com apetite na hora de reajustar os cardápios, restaurantes chegam a aumentar o preço de seus pratos em até sete vezes acima da inflação
Fernando Moraes
Julia Sanz, Laura de Freitas e Isabela Okuzono, alunas do Cervantes: arremessos no recreio
O recreio do Colégio Guilherme Dumont Villares, no Morumbi, anda mais colorido do que de costume. No pátio, há carretéis verdes, amarelos e de outras cores vibrantes espalhados por todos os cantos. Eles são arremessados pelos alunos de um lado para outro. Trata-se de um instrumento de malabar conhecido como diabolo (pronuncia-se diabolô), uma corda presa por duas hastes. O brinquedo possibilita manobras como "elevador", no qual o carretel sobe e desce no barbante, "bike", imitando uma roda de bicicleta, e "elástico", um dos movimentos mais básicos.
"Treino diariamente em casa e nos intervalos da escola", conta Guilherme de Azevedo, de 9 anos, aluno do 5º ano do Dumont Villares. "Gosto quando meus amigos me vêem acertar um truque difícil." Para os professores, a mania é saudável, já que trabalha coordenação motora, ritmo e concentração. "Uso o brinquedo nas aulas para desenvolver também a criatividade", afirma o coordenador de educação física José Carlos do Nascimento Barros.
Agliberto Lima
Guilherme de Azevedo, do Dumont Villares: manobra "cama-de-gato"
Há muitos lojistas faturando com o brinquedo, que custa entre 49 e 79 reais, dependendo do modelo. "Comercializo o diabolo faz dez anos", afirma a administradora Nancy Mester, dona da Cuca Toys, em Perdizes. "Há seis meses, vendia quinze deles por mês. Hoje, são noventa."
Onde encontrar: Cuca Toys, Rua Monte Alegre, 711, Perdizes,
3873-2809. R$ 49,00 a R$ 79,00; Dragãozinho, Rua Pedro de Toledo, 1009, Vila Clementino,
5573-1484. R$ 58,00; Hortelã, Praça Vilaboim, 41, Higienópolis,
3667-5952. R$ 50,00.