Acelerado nos negócios e na vida pessoal (adora motociclismo e toma quinze cafezinhos por dia), o empresário Michael Klein faz as Casas Bahia faturar 12,5 bilhões de reais por ano
Exposição
Fotos divulgação
Persona: fotografia e provocação
Paulo Bruscky. De caráter retrospectivo, a individual do pernambucano aberta no MAC-USP pontua a trajetória desse pioneiro da produção conceitual no Brasil. Com 158 itens, entre vídeos, livros, postais e fotografias, a mostra Ars Brevis revela um criador cheio de ironia, sempre à margem das instituições culturais. O próprio artista guarda, em seu misto de apartamento e ateliê, no Recife, as peças feitas ao longo de quatro décadas. Quem já o visitou garante que o endereço, por si só, é uma obra de arte. Fruto de uma pesquisa de dez anos da curadora Cristina Freire, o conjunto reunido diverte o espectador com boas doses de irreverência. Em 1978, por exemplo, Bruscky circulou pelas ruas no papel de homem-placa, em cujo cartaz se lia: "O que é arte? Para que serve?". São também provocadores os retratos da série Persona, de 1993, modificados digitalmente ou por colagens.
MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária,
3091-3039.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo, 10h às 16h. Grátis. Até 28 de abril. Fecha na terça (1º).
Teatro
Raquel Venâncio
Herson Capri e Angela Vieira: no Teatro Vivo
Cartas de Amor. No palco, duas mesas, uma luz discreta e os atores mexendo em papéis. Em clima de leitura dramática, o público entra no Teatro Vivo com Angela Vieira e Herson Capri já acomodados nas cadeiras. É só a iluminação baixar para os personagens Melissa e Alex saltarem da comovente história escrita pelo americano A.R. Gurney. Durante cinco décadas, eles trocaram cartas e alimentaram uma relação calcada mais na idealização que na realidade. Responsável por uma encenação muito simples, o diretor Flávio Marinho privilegia as nuances psicológicas dos protagonistas e não decepciona quem viu sua montagem anterior do texto, em 1991, estrelada por Eva Wilma e Carlos Zara. No embate interpretativo, Capri sobressai com um Alex na defensiva diante do amor. Angela também alcança bons momentos e só fica devendo um pouquinho de intensidade nas fases de crise de sua Melissa.
Teatro Vivo (278 lugares). Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Brooklin,
5105-1520.
Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h30. R$ 50,00 (sex. e dom.) e R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/ 20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Televendas,
3188-4141. Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). Até dia 27. Reestréia prometida para sexta (4) (90min). 12 anos. Estreou em 30/11/2007.
Filme
Louis Garrel com uma das amantes: referências ao Doinel de Truffaut
Em Paris. Christophe Honoré está entre as promessas do novo cinema francês. Versátil roteirista e diretor de quatro longas-metragens, foi do drama incestuoso Ma Mère (2004) ao musical desbragado Canções de Amor (2007), ambos inéditos no Brasil. Em Paris (2006) é, digamos, seu filme meio-termo, no qual ele equilibra drama e humor para narrar os vaivéns amorosos dos irmãos Paul (Romain Duris) e Jonathan (Louis Garrel). Apesar dos comportamentos distintos, os dois possuem uma afinidade ímpar. Em crise depressiva, Paul voltou à casa do pai (Guy Marchand) para chorar um relacionamento desfeito. Lá, retoma o contato com Jonathan, mulherengo boa-vida disposto a ajudar o mano nas horas em que não estiver na cama com as amantes. Além de uma declaração de amor à capital francesa, ensaiada em locações estratégicas, há uma sutil referência a Antoine Doinel, marcante personagem da filmografia de François Truffaut.
HSBC Belas Artes 2, Reserva Cultural 1.