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A degustação

Como foi feita a prova de cafés especiais promovida pelo Portal Veja São Paulo, com a condução da cafeóloga Eliana Relvas

Objetivo

Selecionar amostras de cafés especiais de origem nacional, disponíveis no mercado na versão torrado e moído, e sujeitá-las a três diferentes modos de preparo caseiros: no coador de papel e nas cafeteiras italiana e expressa doméstica. Como resultado da degustação, um corpo de jurados indica em qual método cada um dos cafés obteve melhor performance. Importante: não se trata de um ranking.

Os mercados

Com o intuito de fazer um levantamento das marcas de cafés goumert disponíveis aos paulistanos para compra, a reportagem do portal visitou seis endereços localizados em diferentes pontos da cidade:

- três lojas especializadas: Casa Santa Maria, no Jardim Paulistano, Empório Santa Luzia, no Jardins, e Emporium São Paulo, unidade do bairro de Vila Nova Conceição;

- três redes de supermercados: Pão de Açúcar, no Real Parque, Extra Hipermercados, loja Anhanguera, e Carrefour, na região do Brooklin.

A pesquisa foi realizada nos dias 16 e 17 de agosto e limitou-se a registrar, sob a orientação da consultora e cafeóloga Eliana Relvas, apenas as marcas de cafés gourmet de origem nacional na versão torrado e moído. É importante ressaltar que no caso da loja Carrefour, no Brooklin, a reportagem encontrou apenas cafés especiais “em grãos”, o que determinou a exclusão do endereço no processo de seleção das marcas que seriam degustadas.

Por que optamos por avaliar o café na versão torrado e moído?

Segundo a consultora Eliana Relvas, cafés preparados com grãos moídos na hora quase sempre resultam numa bebida de melhor qualidade. No entanto, não é todo mundo que possui um moedor de café em casa, certo? Partindo desse princípio, a seleção das marcas para esta degustação restringiu-se apenas às amostras na versão “torrado e moído”, de fácil acesso ao consumo.

A escolha dos cafés

Ao todo, foram listadas 35 marcas de cafés gourmet à venda nas cinco lojas consideradas na pesquisa. Estabeleceu-se que as amostras para a degustação seriam selecionadas com base no critério de maior oferta. Sendo assim, chegamos ao seguinte resultado:

Marcas Mercados
Astro Mescla 5 endereços (PA, SL, SM, ESP e EX)
Bravo Café 5 endereços (PA, SL, SM, ESP e EX)
Ghini Café 4 endereços (PA, SL, SM e ESP)
Spress Café 4 endereços (PA, SL, SM e EX)
Café Orfeu 3 endereços (PA, SL e SM)
Turmalin 3 endereços (PA, SL e ESP)

 

(PA)Pão de Açúcar Real Parque, Av. Major Sylvio M. Padilha, 13 000, Real Parque, 3758-5258
(SL)Empório Santa Luzia, Al. Lorena, 1471, Jardins, 3897-5000
(SM)Casa Santa Maria, Av. Cidade Jardim, 790, Jardim Paulistano, 2102-7700
(ESP)Emporium São Paulo, Rua Pedroso Alvarenga, 803, Vila Nova Conceição, 3704-3899
(EX)Extra Hipermercados – Anhamguera, Rua Samuel Klabin, 193, 3838-1300

*12 marcas foram encontradas em 2 endereços; e outras 19 foram encontradas em apenas um dos endereços visitados. Confira a lista.

*Os pacotes selecionados para a degustação tinham data de fabricação entre junho e julho de 2007.

Embalagens

Vale destacar aqui as diferenças entre as marcas escolhidas para o teste – fator que, segundo nossa consultora, não invalida o teste.

Astro Mescla - válvula aromática
Bravo Café - atmosfera modificada
Ghini Café - válvula aromática
Spress Café - à vacuo
Café Orfeu - à vacuo
Turmalin - PET

Os jurados

O Portal Veja São Paulo convidou três especialistas para participar da degustação: Caio Alonso Fontes, editor da revista Espresso, publicada pela Café Editora; Cristiana Couto, jornalista de gastronomia; e Rodrigo Gorga, sommelier de charutos. A eles, foi pedido que os pareceres não fossem pautados em notas numéricas, mas na descrição de sensações. Eles avaliaram os seguintes aspectos da bebida: aroma, sabor, corpo e finalização (Confira as dicas de degustação)


Caio Alonso Fontes

 


Cristiana Couto

 


Rodrigo Gorga

A Barista

A preparação de todos os cafés servidos na degustação ficou sob responsabilidade da engenheira de alimentos e cafeóloga Eliana Relvas.

 

Metodologia

Cada uma das seis amostras de café selecionada foi submetida a três diferentes formas de preparação caseira: no coador de papel e nas cafeteiras italiana e expresso doméstica. A degustação transcorreu às cegas e as amostras foram devidamente pesadas e codificadas no laboratório do Centro de Preparação do Café, do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, que possui certificação ISO 9000. Para não criar condições diferentes, todos os cafés passaram pelo mesmo processo em cada uma das preparações.

Coador: para todas as marcas testadas, a barista utilizou 50 gramas de pó de café para 500 mililitros de água filtrada, com temperatura entre 92º e 96º C. O filtro de papel utilizado foi o de número 103.

Cafeteira italiana: para todas as marcas testadas, a barista utilizou a cafeteira italiana de alumínio da marca Bialetti programada para o preparo de quatro xícaras de café.

Cafeteira expressa doméstica: para todas as marcas testadas, a barista utilizou a cafeteira expressa doméstica da marca Saeco, linha Via Veneto, que prepara uma xícara por vez.

 

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